Política hídrica em Israel e Brasil

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O presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, recebeu hoje o cônsul para Assuntos Econômicos de Israel em São Paulo, Boaz Albaranes, e o pesquisador Beni Lew, do Instituto Volcani, centro de pesquisas agrícolas israelense, para discutir a política hídrica na agricultura dos dois países. Mesmo localizado em região desértica, Israel é referência mundial em gestão racional, tratamento e reutilização de água, irrigação e pesquisa agrícola.

Martins relatou a experiência brasileira em recursos hídricos, destacando que, apesar de o Brasil ter 12% do manancial de água doce do mundo, o país convive com má distribuição de água em seu território. “Temos um país desigual. Há regiões com muita água e outras, como o Semiárido brasileiro, que não dispõem de recursos hídricos adequados para abastecimento e consumo”, informou o presidente da CNA.

De acordo com o Boaz Albaranes, em Israel a situação é de escassez, tanto que o percentual de água tratada e reutilizada chega a 80%. Segundo ele, boa parte da água consumida é do mar e passa pelo processo de dessalinização. “Somos um país onde não temos água, mas não falta água”, explicou Boaz Albaranes. As campanhas educacionais adotadas por Israel também se tornaram fundamentais para reutilização da água, inclusive pela população, acrescentou.

Para Beni Lew, do Instituto Volcani, o uso da irrigação em Israel ocorre de acordo com o tipo de solo e cultura. “Temos uma irrigação com água reciclada, mas não para todas as lavouras”, esclareceu. Um dos métodos de irrigação mais utilizados é o gotejamento, que gera grande economia de água. Entre as culturas, as que mais se destacam são fruticultura e horticultura, cuja produção é feita em sistemas comunitários.

O cônsul Boaz Albaranes foi convidado a retornar à CNA no próximo dia 18, para falar no seminário Água em Debate – Uso Sustentável da Água na Agricultura: Desafios e Soluções. Ele participará do painel Tecnologias de Irrigação, que contará também com especialistas da Austrália e Estados Unidos.

Fonte: Pletz