Heraklion

Heraklion – Creta, Grécia

Heraclião ou Heraklion (do grego antigo Ἡράκλειον; transl.: Herácleion), Iráclio (do grego moderno Ηράκλειο; Erákleio), chamada no passado el Khandak (الخندق) pelos árabes, Cândia, Chandax (Χάνδαξ) ou Megalo Cástro (Μεγάλο Κάστρο”grande castelo”), é uma cidade grega, capital da ilha e região de Creta e da unidade regional de Heraclião. Situa-se sensivelmente no centro da costa norte daquela ilha, à beira do mar Egeu.

O município atual resultou da união de cinco municípios existentes antes da reforma administrativa de 2011: Gorgolainis, Heraclião, Néa Alicarnassós, Paliani e Témenos, os quais passaram a ser unidades municipais. Tem 120 km² de área e em 2011 tinha 173 993 habitantes (densidade: 1 449,9 hab./km²). A área metropolitana, que inclui parte das unidades municipais de Néa Alicarnassós e Gazi (apesar desta fazer parte do município de Malevizi), tinha nesse ano 192 215 habitantes.

História de Heraklion

Heraklion fica perto das ruínas de Cnossos, o maior centro populacional de Creta na época minoica. Embora não haja provas arqueológicas que o comprovem, pensa-se que o porto de Cnossos se situasse onde é hoje Heraclião, que podia já existir em 2 000 a.C. Ali teria existido um local de culto a Herácles — daí o nome de Heraclião — que ainda não foi encontrado, mas sabe-se, por diversas escavações, que a povoação da época arcaica não era muito grande. Foram descobertos vestígios da época minoica na zona do Museu Arqueológico. São poucos os textos antigos que mencionam Heraclião:

Estrabão (Geografia X, 476, 7) diz que «Cnossos tem por porto Heraclião.
Plínio, o Velho (História Natural IV, 12, 59) também evoca a cidade como uma extensão marítima de Cnossos.
Ptolemeu (Geografia III, 15, 4, 5) fala de Heraclião quando enumera as cidades do norte de Creta.
Durante o reinado de Décio (r. 249–251), um dos santos mártires da Igreja de Creta, de nome Euarestos, tinha nascido na cidade de Heraclião.

A área da cidade parece ter evoluído pouco durante as épocas clássica, helenística e romana. Cnossos continuou a ser a maior cidade do centro-norte de Creta até ao fim do período romano. Apesar de não ter havido descontinuidade política entre o Império Romano e o império dito bizantino, é comum chamar-se ao período que vai de 395 a 824 de primeiro período bizantinos. É nesta época que se conclui a cristianização da ilha. Heraclião, então chamada Castro (“castelo”), tem neste período um papel muito secundário, já que os verdadeiros centros políticos e religiosos são, como na época romana, Cnossos e Gortina. Igualmente durante este período, como outras cidades de Creta, Heraclião é regularmente pilhada por piratas.

Pode dizer-se que a cidade atual surgiu em 824, quando os sarracenos que tinham sido expulsos do Alandalus (Península Ibérica) pelo emir de Córdova Aláqueme I, conquistaram Creta aos bizantinos e instalam a sua capital em Heraklion, a que eles chamam el Khandak. Até 961, a cidade desenvolveu-se em grande medida devido à pirataria. Dado que os árabes que a governavam não dependiam de nenhuma fação do mundo muçulmano, a não ser talvez e apenas formalmente, não se preocupavam com diplomacia. O porto de el Khandar como serviu de reduto a piratas que operavam contra os navios bizantinos e faziam raides contra os territórios imperiais em redor do Egeu.

Esta atividade esteve na origem da perda da independência da ilha e consequente desparecimento do emirado. Em 961, após onze meses de cerco, o general bizantino Nicéforo Focas (futuro imperador Nicéforo II Focas), reconquista Heraklion, saqueia-a, massacra os árabes e reduz a cidade a cinzas. A cidade não tardou a ser reconstruída e permaneceu em poder dos bizantinos durante 243 anos.

Em 1204, os venezianos compraram Creta a Bonifácio de Montferrat como parte de um complicado acordo que envolvia, entre outras coisas, os cruzados da Quarta Cruzada reporem no trono o imperador bizantino Isaac II Ângelo. Os venezianos modificam o nome árabe Khandak (ou Chandax) para Cândia, que se mantém na diplomacia europeia até 1898. Os novos senhores fazem grandes obras nas defesas, melhorando o fosso e construindo enormes fortificações, grande parte das quais ainda de pé, que em alguns locais chegam a ter 40 metros de espessura, com sete bastiões e uma fortaleza na entrada do porto. A cidade passou a ser a capital do Duque de Cândia e a área administrativa veneziana de Creta passou a ser conhecido como Reino de Cândia (Regno di Candia). Para assegurarem o seu domínio, os venezianos começaram a fixar famílias de Veneza em Creta a partir de 1212. A coexistência de duas culturas diferentes e o estímulo da Renascença italiana levou a um florescimento das letras e artes em Cândia e Creta em geral, que hoje se conhece como Renascença cretense.

Depois dos venezianos seguiram-se os otomanos (ver Creta otomana). Durante a Guerra de Cândia, estes cercaram a cidade durante mais de 21 anos, de 1648 a 1669, possivelmente o cerco mais longo da história. Durante a fase final, que durou 22 meses, morreram 70 000 otomanos, 38 000 cretenses e escravos, além de mais 29 088 defensores cristãos da cidade de outras origens. O exército otomano comandado pelo grão-vizir albanês Köprülü Fazıl Ahmed Paxá conquistou finalmente a cidade em 27 de setembro de 1669, quando o almirante veneziano Francesco Morosini se rendeu ao comandante dos sitiantes. Durante a era otomana, o nome da cidade — Kandiye — aplicou-se também a toda a ilha, mas informalmente o nome grego era Megalo Castro (Μεγάλο Κάστρο; “Grande Castelo”). Durante a ocupação otomana, o porto ficou assoreado, pelo que muito do transporte marítimo passou a fazer-se em Chania, na parte ocidental da ilha.

Em 1898 foi criado o Estado Autónomo de Creta, sob suserania otomana, com o príncipe Jorge da Grécia como alto comissário e sob supervisão internacional. Durante o período de ocupação direta da ilha pelas “Grandes Potências” (1898–1908), Cândia fez parte da zona britânica. Foi nesta altura que a cidade foi rebatizada Heraclião. Em 1913, a cidade, como o resto de Creta foi incorporada no Reino da Grécia.

Em 1913 a população cretense era composta principalmente de gregos e turcos, situação que se manteve sem grandes alterações até 1922, até à troca de populações entre a Grécia e a Turquia (a que os gregos chamam “Grande Catástrofe”), que envolveu a evacuação dos cristãos (na sua maioria gregos) da Anatólia e dos muçulmanos (maioritariamente turcos) da Grécia (grande parte destes eram de Creta). A população muçulmana da ilha foi forçada a sair, o que implicou a perda de cerca de metade da população de Heraclião e da região circundante. A instalação de gregos da Anatólia em Creta colocou vários problemas de integração. Os cretenses de cepa aceitaram mal a chegada dessa gente com hábitos diferentes dos seus. Segundo os registos da cidade, foram ali registados 17 463 refugiados da Ásia Menor entre dezembro de 1922 e 31 de outubro de 1923. A estes juntaram-se gregos pônticos, vindos do Ponto, cujo número o município estimou em 2 550 pessoas.

Em maio de 1941 Heraclião foi um dos pontos do ataque paraquedista a Creta que terminaria com a conquista da ilha pela Alemanha.

Fonte: Wikipédia

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